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    <title>arte on Cláudia Ramos Monteiro</title>
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    <description>Recent content in arte on Cláudia Ramos Monteiro</description>
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    <copyright>Copyright © 2026, Cláudia Ramos Monteiro.</copyright>
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      <title>Grândola, Vila Morena</title>
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      <pubDate>Thu, 25 Apr 2024 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>50 years ago today, the Estado Novo dictatorship in Portugal came to an end through a military coup. To signal that the coup was underway, the song &amp;ldquo;Grândola, Vila Morena&amp;rdquo; by José Afonso was played on the radio in the early hours of April 25.1 It instantly became a symbol of freedom (&amp;ldquo;We’re doing this so that people don’t have to leave the country for what they write, say or think,&amp;rdquo;2) and to this day, it defies polarization among Portuguese: last night, after we had dinner near Terreiro do Paço, a friend of mine from across the pond witnessed an impromptu and electrifying performance of it on a metro train carriage as one passenger started singing and everybody joined her.</description>
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      <title>Memorials to love and loss through millenia</title>
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      <pubDate>Sun, 21 Apr 2024 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>In Glasgow I learned about mortuary sculptures in shared tombs. One really old example is an Etruscan sarcophagus lid from about 300 BC depicting a husband and wife &amp;ldquo;on a bed with pillows, beneath crinkled sheets, in a loving embrace,&amp;rdquo;12 — the memory of a happy marriage immortalized in volcanic tuff.3
A few days later, I visited the Kelvingrove Art Gallery and Museum, where I saw Patricia Cronin’s Memorial to a Marriage.</description>
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      <title>Conjecturas sobre dor alheia</title>
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      <pubDate>Sat, 06 Mar 2021 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Uma mulher em visita ao Louvre atirou uma chávena à Mona Lisa. A chávena foi a única baixa, porque o quadro está protegido por um vidro à prova de balas desde o meio do século XX. A chávena foi só o arremesso mais recente.
O Louvre apresentou queixa, a mulher foi levada pela polícia, e contou-lhes que o motivo fora o ter-lhe sido negada a nacionalidade francesa.
Isto aconteceu em Agosto há mais de dez anos.</description>
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      <title>O tempo trata bem a Mona Lisa</title>
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      <pubDate>Wed, 03 Feb 2021 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>O tempo tem tratado bem a Mona Lisa, poupando-lhe as feições de maneira que ainda pode ser vista quinhentos anos depois. A vida deu-lhe aventuras: esteve na corte do rei; viu o imperador dormir; foi raptada e guardada no fundo de um baú durante dois anos, até ser encontrada por não dar lucro escondida.
Houve uma grande resistência à sua primeira viagem transatlântica, porque, antes de ser raptada, a Mona Lisa entrara em França pela mão do pintor (antes das guerras, da canalização e da luz elétrica, da revolução francesa e da Reforma — até antes da imprensa).</description>
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      <title>Sobre universo e texto</title>
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      <pubDate>Wed, 09 Sep 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Ao notar paralelos entre o Deus do texto bíblico e o universo observável, hesito em assumi-los porque o último está à vista de todos e o primeiro só na convicção de alguns. No entanto, a teologia e a ciência fazem parte da mesma manta de retalhos, e encontrei a costura mais recente dessa manta ao ouvir a cosmóloga Katie Mack admirada perante o quanto conhecemos do universo: «É incrível o quanto sabemos e quão bem o sabemos.</description>
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      <title>Alguns curadores sobre trabalhar num museu</title>
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      <pubDate>Wed, 01 Apr 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Continuando a passagem por museus: o MoMA criou um documentário observacional em 2017, At the Museum, acerca do que significa «gerir um museu moderno». No primeiro episódio, «Shipping &amp;amp; Receiving», acompanhamos uma série de obras ao serem preparadas para envio para uma exibição em Paris, ao mesmo tempo que outras chegam ao museu. Implica verificar o estado das peças, reparar, limpar, embalar, desembalar, de forma meticulosa. (Pensem na descontração com que limpamos o pó às molduras ou abrimos uma encomenda: o princípio é igual, a abordagem é diferente.</description>
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      <title>Arte e ciência fundem-se em conservação</title>
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      <pubDate>Fri, 27 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Ao trabalhar em «The many deaths of a painting», um episódio de 2019 de 99 Percent Invisible (por coincidência, de 26 de março, quase precisamente há um ano), John Fecile, produtor do episódio, apaixonou-se por conservação. «Este emprego é o mais fixe de todos, não existe trabalho melhor do que este.»
O motivo do fascínio era a fusão de áreas de estudo tipicamente consideradas opostas, a arte e a ciência. Um conservador tem de, por um lado, pensar como um artista para perceber «o que o artista estava a tentar fazer»; por outro, recorrer a conhecimento, técnicas e ferramentas das ciências exatas para restaurar quadros.</description>
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      <title>Jane Hirshfield e a ligação entre ciência e poesia</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/jane-hirshfield-e-a-liga%C3%A7%C3%A3o-entre-ci%C3%AAncia-e-poesia/</link>
      <pubDate>Tue, 24 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>«A arte permite-nos fazer parte de uma comunidade, mesmo na solidão», disse a poeta e escritora Jane Hirshfield numa entrevista para o podcast Science Friday. A solidão que ela tinha em mente era precisamente a que estamos a viver coletivamente, ao sermos «forçados a distanciar-nos uns dos outros».
Quando a entrevista foi marcada para este episódio, «o mundo era um lugar muito diferente»: Hirshfield fora inicialmente convidada para falar sobre as mudanças climáticas e a ligação entre ciência e poesia (que o entrevistador, John Dankosky, considerou «uma ferramenta para observação tanto quanto a ciência»).</description>
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