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    <title>ciência on Cláudia Ramos Monteiro</title>
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    <description>Recent content in ciência on Cláudia Ramos Monteiro</description>
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    <language>pt-pt</language>
    <copyright>Copyright © 2026, Cláudia Ramos Monteiro.</copyright>
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      <title>Ice in the desert</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/ice-in-the-desert/</link>
      <pubDate>Sat, 15 Jun 2024 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>I just learned about ice-making in ancient Persia.1 In insulated ice-houses called yakhchāl, ice would form overnight in the winter along a shallow tunnel, then be harvested and placed at the bottom of a pit. The design of the building allowed it to keep through summer.
That ice could be made in the desert, with no electricity, made me think of the role of architects and engineers today pouring over the future with a long view of the past, merging ancient wisdom with modern technology to pull us from the greenhouse gas-emitting comforts of the 20th century to sustainable living in the 21st.</description>
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      <title>Inverno vulcânico</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/inverno-vulc%C3%A2nico/</link>
      <pubDate>Mon, 17 Oct 2022 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Há duzentos anos, tivemos um “ano sem Verão”. Em vez de praia, passeios e piqueniques, ficou frio, choveu e nevou. Subiu o preço do trigo, da carne, da couve, do leite. No Mediterrâneo, estaria escuro um metro à nossa frente. Mary Shelley escreveu Frankenstein porque Lorde Byron sugeriu “Já que estamos fechados em casa, que tal uma história?”
O &amp;ldquo;ano sem Verão&amp;rdquo; era consequência de um inverno vulcânico, que é o que acontece quando uma erupção vulcânica liberta tanta cinza e ácido sulfúrico que bloqueia a luz do sol.</description>
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      <title>Na corrida para vender o espaço</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/na-corrida-para-vender-o-espa%C3%A7o/</link>
      <pubDate>Thu, 08 Oct 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Este ano, o espaço foi despromovido de bem comum da humanidade para bem comercial de alguns. «A questão em 2020», diz um advogado em direito espacial,1 «já não é se é legal ou ilegal usar recursos do espaço», mas «como governar isto de forma sustentável» (no fundo, decidir as regras depois de dada a partida).
Um exemplo do uso como bem comercial: a Astrobotic, que vai dar boleia ao próximo rover da NASA até à lua, leva também, por uma módica quantia, recordações nossas para pousar na lua, como uma foto de família ou uma madeixa de cabelo.</description>
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      <title>Sobre universo e texto</title>
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      <pubDate>Wed, 09 Sep 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Ao notar paralelos entre o Deus do texto bíblico e o universo observável, hesito em assumi-los porque o último está à vista de todos e o primeiro só na convicção de alguns. No entanto, a teologia e a ciência fazem parte da mesma manta de retalhos, e encontrei a costura mais recente dessa manta ao ouvir a cosmóloga Katie Mack admirada perante o quanto conhecemos do universo: «É incrível o quanto sabemos e quão bem o sabemos.</description>
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      <title>Uma experiência de física: ver gelo derreter</title>
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      <pubDate>Sun, 26 Apr 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Sirvam-se um copo de água (ou limonada, ou sangria) e acrescentem cubos de gelo. À medida que o gelo derrete, o nível do líquido sobe, desce ou fica igual?
Esta é uma pergunta feita por Helen Czerski no livro Storm in a teacup: the physics of everyday life: uma de muitas que nos ajudam a conhecer a ciência do quotidiano, e que, segundo ela, nos permitem uma participação cívica mais completa.</description>
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      <title>Helen Czerski e a esperança de prestar atenção</title>
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      <pubDate>Sun, 05 Apr 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Aqueles de nós que têm visto o que a ação coletiva (ainda que forçada) pode fazer pelo clima poderão recear o que acontecerá quando terminar o isolamento e voltarmos para a rua. Alguns de nós juntam-se ao coro de vozes de que fala Vítor Belanciano, o que proclama:
 regressar à normalidade nem pensar, se por isso estivermos a nomear décadas que arruinaram sistemas de saúde, de habitação, segurança social e o ambiente, colocando-se o lucro privado à frente do bem-estar das comunidades e do planeta.</description>
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      <title>Arte e ciência fundem-se em conservação</title>
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      <pubDate>Fri, 27 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Ao trabalhar em «The many deaths of a painting», um episódio de 2019 de 99 Percent Invisible (por coincidência, de 26 de março, quase precisamente há um ano), John Fecile, produtor do episódio, apaixonou-se por conservação. «Este emprego é o mais fixe de todos, não existe trabalho melhor do que este.»
O motivo do fascínio era a fusão de áreas de estudo tipicamente consideradas opostas, a arte e a ciência. Um conservador tem de, por um lado, pensar como um artista para perceber «o que o artista estava a tentar fazer»; por outro, recorrer a conhecimento, técnicas e ferramentas das ciências exatas para restaurar quadros.</description>
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      <title>Jane Hirshfield e a ligação entre ciência e poesia</title>
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      <pubDate>Tue, 24 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>«A arte permite-nos fazer parte de uma comunidade, mesmo na solidão», disse a poeta e escritora Jane Hirshfield numa entrevista para o podcast Science Friday. A solidão que ela tinha em mente era precisamente a que estamos a viver coletivamente, ao sermos «forçados a distanciar-nos uns dos outros».
Quando a entrevista foi marcada para este episódio, «o mundo era um lugar muito diferente»: Hirshfield fora inicialmente convidada para falar sobre as mudanças climáticas e a ligação entre ciência e poesia (que o entrevistador, John Dankosky, considerou «uma ferramenta para observação tanto quanto a ciência»).</description>
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      <title>Paciente zero</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/paciente-zero/</link>
      <pubDate>Fri, 20 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>A melhor hipótese é a do corte do caçador (&amp;hellip;) Se tivéssemos de adivinhar, esse humano era provavelmente um bantu a viver muito perto da floresta ou na floresta no sudeste dos Camarões. Estava a caçar, talvez com arco e flecha, talvez com uma lança, e mata um chimpanzé.
Bingo. Tem agora um grande monte de carne, que começa a cortar: abre-lhe o peito, tira órgãos — e corta-se. (&amp;hellip;) O que acontece é que o vírus do sangue do chimpanzé se encontra num ambiente inesperado, estranho mas não demasiado diferente do ambiente bioquímico em que tinha estado antes.</description>
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