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    <title>confinamento on Cláudia Ramos Monteiro</title>
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    <description>Recent content in confinamento on Cláudia Ramos Monteiro</description>
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    <copyright>Copyright © 2026, Cláudia Ramos Monteiro.</copyright>
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      <title>Ritmos da quarentena</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/ritmos-da-quarentena/</link>
      <pubDate>Wed, 22 Apr 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Às 7 da manhã, gaivotas voam em silêncio como se estivessem a acordar. Já é dia, mas não há sol nem sombra nos quintais e varandas da rua onde todo o tipo de natureza importada ou preservada retém a humidade da noite: filas de plantas em vasos de plástico e barro, sebes e arbustos, plantas trepadeiras, uma árvore. Todas contribuem para o cheiro de um dia no início. A paisagem sonora é ornitológica, com rolas e pardais (as gaivotas estão prestes a juntar-se).</description>
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      <title>Um presente do MoMA em tempo de isolamento</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/um-presente-do-moma-em-tempo-de-isolamento/</link>
      <pubDate>Wed, 15 Apr 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Em confinamento continuado, Sarah Meister e a equipa do curso Seeing Through Photographs publicaram uma coleção de fotografias de Dorothea Lange — «Dorothea Lange&amp;rsquo;s pictures of children: a resource for teachers, students and families» —, com base numa exibição recente chamada Dorothea Lange: Words &amp;amp; Pictures — «agora pendurada e pacientemente à espera nas galerias em escuridão do MoMA». (O museu, como tudo o resto, está fechado por causa da pandemia.</description>
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      <title>Constatação de possibilidades acalmada a estridente caixa sonora que é o mundo urbano</title>
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      <pubDate>Wed, 08 Apr 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Há uma citação de Tolentino Mendonça no livro Uma beleza que nos pertence:
 De facto, o mundo, este mundo que nos habituámos a identificar como estridente caixa sonora que nunca dorme, é atravessado por um fio de silêncios à espera de serem escutados.
 Este fio de silêncios deixa-se ouvir desde que a pandemia nos empurrou para casa com a mesma força com que a atmosfera empurra sumo palhinha acima e a vida passou a gravitar dentro de portas, à volta de vídeos de cardio e receitas de pão.</description>
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      <title>Helen Czerski e a esperança de prestar atenção</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/helen-czerski-e-a-esperan%C3%A7a-de-prestar-aten%C3%A7%C3%A3o/</link>
      <pubDate>Sun, 05 Apr 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Aqueles de nós que têm visto o que a ação coletiva (ainda que forçada) pode fazer pelo clima poderão recear o que acontecerá quando terminar o isolamento e voltarmos para a rua. Alguns de nós juntam-se ao coro de vozes de que fala Vítor Belanciano, o que proclama:
 regressar à normalidade nem pensar, se por isso estivermos a nomear décadas que arruinaram sistemas de saúde, de habitação, segurança social e o ambiente, colocando-se o lucro privado à frente do bem-estar das comunidades e do planeta.</description>
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      <title>O silêncio</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/o-sil%C3%AAncio/</link>
      <pubDate>Mon, 23 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Os dias que atravessamos ecoam um poema de Pablo Neruda (via Maria Popova), O silêncio (trad.):
 Vamos parar um segundo sem tanto esbracejar.
Seria um momento exótico sem pressa nem motores; estaríamos todos juntos em repentina estranheza.
 Neruda não imaginou que o silêncio se manifestaria como nestas últimas semanas, no cruzamento entre conectividade e pandemia, em que pela primeira vez algo nos fez recuar a todos, mundo fora, para trás de portas até levantarem quarentenas e estados de emergência.</description>
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