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    <title>coronavírus on Cláudia Ramos Monteiro</title>
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    <description>Recent content in coronavírus on Cláudia Ramos Monteiro</description>
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    <copyright>Copyright © 2026, Cláudia Ramos Monteiro.</copyright>
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      <title>Ritmos da quarentena</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/ritmos-da-quarentena/</link>
      <pubDate>Wed, 22 Apr 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Às 7 da manhã, gaivotas voam em silêncio como se estivessem a acordar. Já é dia, mas não há sol nem sombra nos quintais e varandas da rua onde todo o tipo de natureza importada ou preservada retém a humidade da noite: filas de plantas em vasos de plástico e barro, sebes e arbustos, plantas trepadeiras, uma árvore. Todas contribuem para o cheiro de um dia no início. A paisagem sonora é ornitológica, com rolas e pardais (as gaivotas estão prestes a juntar-se).</description>
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      <title>Constatação de possibilidades acalmada a estridente caixa sonora que é o mundo urbano</title>
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      <pubDate>Wed, 08 Apr 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Há uma citação de Tolentino Mendonça no livro Uma beleza que nos pertence:
 De facto, o mundo, este mundo que nos habituámos a identificar como estridente caixa sonora que nunca dorme, é atravessado por um fio de silêncios à espera de serem escutados.
 Este fio de silêncios deixa-se ouvir desde que a pandemia nos empurrou para casa com a mesma força com que a atmosfera empurra sumo palhinha acima e a vida passou a gravitar dentro de portas, à volta de vídeos de cardio e receitas de pão.</description>
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      <title>Jane Hirshfield e a ligação entre ciência e poesia</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/jane-hirshfield-e-a-liga%C3%A7%C3%A3o-entre-ci%C3%AAncia-e-poesia/</link>
      <pubDate>Tue, 24 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>«A arte permite-nos fazer parte de uma comunidade, mesmo na solidão», disse a poeta e escritora Jane Hirshfield numa entrevista para o podcast Science Friday. A solidão que ela tinha em mente era precisamente a que estamos a viver coletivamente, ao sermos «forçados a distanciar-nos uns dos outros».
Quando a entrevista foi marcada para este episódio, «o mundo era um lugar muito diferente»: Hirshfield fora inicialmente convidada para falar sobre as mudanças climáticas e a ligação entre ciência e poesia (que o entrevistador, John Dankosky, considerou «uma ferramenta para observação tanto quanto a ciência»).</description>
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      <title>O silêncio</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/o-sil%C3%AAncio/</link>
      <pubDate>Mon, 23 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>Os dias que atravessamos ecoam um poema de Pablo Neruda (via Maria Popova), O silêncio (trad.):
 Vamos parar um segundo sem tanto esbracejar.
Seria um momento exótico sem pressa nem motores; estaríamos todos juntos em repentina estranheza.
 Neruda não imaginou que o silêncio se manifestaria como nestas últimas semanas, no cruzamento entre conectividade e pandemia, em que pela primeira vez algo nos fez recuar a todos, mundo fora, para trás de portas até levantarem quarentenas e estados de emergência.</description>
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      <title>Paciente zero</title>
      <link>https://claudiaramosmonteiro.com/paciente-zero/</link>
      <pubDate>Fri, 20 Mar 2020 00:00:00 +0000</pubDate>
      
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      <description>A melhor hipótese é a do corte do caçador (&amp;hellip;) Se tivéssemos de adivinhar, esse humano era provavelmente um bantu a viver muito perto da floresta ou na floresta no sudeste dos Camarões. Estava a caçar, talvez com arco e flecha, talvez com uma lança, e mata um chimpanzé.
Bingo. Tem agora um grande monte de carne, que começa a cortar: abre-lhe o peito, tira órgãos — e corta-se. (&amp;hellip;) O que acontece é que o vírus do sangue do chimpanzé se encontra num ambiente inesperado, estranho mas não demasiado diferente do ambiente bioquímico em que tinha estado antes.</description>
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